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Critica: Priscilla

  • Foto do escritor: Lucas Fernandez
    Lucas Fernandez
  • 21 de dez. de 2023
  • 2 min de leitura



Olá, leitores do blog! Aqui quem vos fala é o Lucas, guiado pelas palavras do aficionado Jayro Mycthell de Santana Vieira, para trazer a vocês uma análise detalhada do tão aguardado filme "Priscilla". Preparem-se para uma imersão no universo dos Presley, com todos os altos e baixos dessa jornada cinematográfica.


Começando pela direção magistral de Sofia Coppola, que mais uma vez nos presenteia com sua visão singular. Coppola não apenas conduz a narrativa, mas mergulha fundo nos meandros da vida de Priscilla Presley, destacando detalhes e subtextos muitas vezes esquecidos. A escolha de focar na vida privada de Elvis, em vez de sua carreira nos palcos, é um toque genial que adiciona camadas de complexidade à trama.


A fotografia do filme merece aplausos. O uso habilidoso de cores quentes, especialmente através de abajures e luzes de Natal, cria uma atmosfera envolvente que transporta os espectadores para os diferentes momentos da vida de Priscilla. Cada cena parece uma pintura cuidadosamente elaborada, tornando a experiência visualmente cativante.

A interpretação de Cailee Spaeny como Priscilla é notável. Sua atuação sutil, especialmente na segunda metade do filme, quando a personagem passa por uma transformação dramática, é digna de elogios. Spaeny consegue transmitir emoções poderosas apenas com o olhar, estabelecendo um paralelo admirável com a protagonista de "Assassina de Flor das Flores".


Jacob Elordi, no papel de Elvis, entrega uma performance convincente e autêntica. Sem forçar trejeitos, ele captura a essência do icônico cantor, proporcionando uma visão genuína e não caricata. A voz ligeiramente mais grave adiciona um toque autêntico, e a abordagem de Elordi em relação à rudeza de Elvis é fiel à personalidade do Rei do Rock.

A trilha sonora, cuidadosamente escolhida, é um elemento essencial para a imersão no mundo de "Priscilla". Cada faixa não apenas complementa a narrativa, mas também adiciona uma camada de leveza e nostalgia, transportando os espectadores diretamente para a época em que a história se desenrola.


Agora, sobre os pontos que podem incomodar alguns espectadores. A passagem de tempo, em alguns momentos, pode parecer abrupta e superficial. A ausência de indicações específicas dos anos e a utilização de recursos como calendários poderiam ter sido abordados de maneira mais cuidadosa. Além disso, algumas cenas de trânsito e movimento do carro podem carecer do investimento visto em outros aspectos da produção.

É evidente que "Priscilla" é um filme dirigido por uma mulher para mulheres, oferecendo uma perspectiva única sobre a vida de Priscilla Presley. Apesar de algumas omissões e suavizações, a trama é envolvente, emocionante e proporciona uma visão importante sobre o relacionamento entre os Presley.


Em conclusão, atribuiria a "Priscilla" uma nota entre 7,5 e 8, considerando todos os elementos analisados. É, sem dúvida, um filmaço que merece ser apreciado por todos os amantes do cinema biográfico e, especialmente, pelos fãs de Elvis Presley. Sofia Coppola mais uma vez entrega uma obra que transcende o comum, explorando as complexidades da vida de uma das figuras mais emblemáticas da música.

 
 
 

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