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Minions & Monstros
Olha, eu vou ser bem sincero com vocês. Quando a gente passa anos consumindo cultura pop, analisando roteiros, destrinchando estruturas narrativas e acompanhando a evolução da animação no cinema, a nossa régua inevitavelmente sobe. A gente passa a buscar camadas, subtextos, arcos de personagens complexos e aquela originalidade que arrepia a espinha. Aí, no meio de tantas produções densas, chega nos cinemas algo como Minions e Monstros. A expectativa de um adulto que já viu de
Lucas Fernandez
7 min de leitura


SUPERGIRL
Olha, vou te mandar a real sobre esse negócio que o Craig Gillespie tentou fazer com a nossa querida Kara Zor-El, porque se você entra no cinema achando que vai ver aquela vibe clássica da Era de Prata do Otto Binder ou o otimismo escapista que o Jeph Loeb injetou na personagem lá em Superman/Batman quando ela caiu na Terra e o Bruce Wayne já ficou todo paranoico desconfiando da garota, você vai quebrar a cara feio. O bicho pegou porque decidiram adaptar "Supergirl: Mulher de
Lucas Fernandez
6 min de leitura


100 Noites de Desejo
Quando Hollywood revisita contos clássicos, normalmente o resultado é uma releitura moderna com algumas mudanças pontuais. 100 Noites de Desejo vai por um caminho diferente. Dirigido por Julia Jackman e baseado na graphic novel The One Hundred Nights of Hero, de Isabel Greenberg, o filme usa a estrutura de As Mil e Uma Noites para contar uma história sobre liberdade, amor e resistência, tudo embalado por uma identidade visual que dificilmente passa despercebida. A trama acomp
Lucas Fernandez
3 min de leitura


A Revolução dos Bichos
A icônica alegoria de George Orwell sobre a corrupção do poder ganhou uma nova roupagem nas telas. Dirigida por Andy Serkis, a nova animação de A Revolução dos Bichos (Animal Farm), que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 28 de maio de 2026, chega cercada de grandes expectativas e com uma proposta ambiciosa: traduzir a densa sátira política de 1945 em uma fábula digital acessível para as novas gerações. No entanto, o resultado final equilibra-se perigosamente
Lucas Fernandez
2 min de leitura


Dolly - Seu amiguinho
Se 2026 entregou a diversão caótica de Mortal Kombat 2, o diretor Rod Blackhurst resolveu equilibrar a balança trazendo algo muito menos “divertido” e muito mais desconfortável. Dolly não é aquele terror montado em cima de jump scares baratos ou sustos previsíveis. O filme é praticamente uma carta de amor nojenta, cruel e sem filtro para clássicos como The Texas Chain Saw Massacre. E digo isso como elogio. A primeira coisa que chama atenção em Dolly é sua estética. Filmado em
Lucas Fernandez
2 min de leitura


Mortal Kombat 2
A espera foi longa, carregada de expectativas e, para muitos fãs, de um certo receio. Após o reboot de 2021 estabelecer as bases — e enfrentar as críticas divisivas sobre a criação de um protagonista original — Mortal Kombat 2 chega aos cinemas (e consequentemente às discussões fervorosas nos blogs de cultura pop) com uma missão clara: abraçar o caos. E, se você é do time que busca a essência visceral que definiu a franquia nos fliperamas e consoles, o veredito é um só: o fil
Lucas Fernandez
4 min de leitura


O Diabo Veste Prada 2
O retorno da Andy Logo no começo, o filme já dá um choque. A Andy Sachs, vivida pela Anne Hathaway, agora é uma profissional reconhecida — e mesmo assim é demitida depois de ganhar um prêmio importante. E o motivo diz muito sobre o filme: hoje, não basta ser boa. Tem que ser conveniente. Isso faz ela voltar pra Runway… mas nada ali é como antes. Miranda continua sendo Miranda Se você acha que a Miranda Priestly mudou, pode esquecer. A personagem da Meryl Streep continua exata
Lucas Fernandez
2 min de leitura


EXIT 8
Tem um tipo de desconforto que é muito específico: quando um lugar comum começa a parecer errado. Sabe aquele corredor vazio de hotel de madrugada? Ou um escritório depois que todo mundo foi embora? Esse sentimento — que muita gente chama de “espaço liminar” — é basicamente o que sustenta EXIT 8 do começo ao fim. Dirigido por Genki Kawamura (que já trabalhou em coisas visualmente marcantes como Your Name), o filme faz algo que parecia difícil: pega um indie japonês super simp
Lucas Fernandez
2 min de leitura


O Drama
Um casal apaixonado, em meio aos últimos preparativos para o grande dia do casamento, entra em conflito ao descobrir segredos que jamais poderiam imaginar. O filme é estrelado por Zendaya e Robert Pattinson. Se existe um segredo capaz de colocar o relacionamento do casal por um fio, algo que o filme precisa construir bem é a química entre eles. Felizmente, isso funciona. Não só pelos atores — com Pattinson mostrando sua versatilidade —, mas também pela construção narrativa. Z
Lucas Fernandez
2 min de leitura


Mario Galaxy
Confesso sem rodeios: Super Mario Galaxy sempre foi meu jogo preferido da Nintendo. Existe algo naquela mistura de melancolia, exploração e criatividade que nunca saiu da minha cabeça. Por isso, entrar em Mario Galaxy no cinema não era só assistir a um filme — era revisitar um lugar muito especial. E, felizmente, a experiência fez jus a essa memória. O longa entende perfeitamente o que torna esse universo tão único. A estrutura fragmentada, com planetas que funcionam quase c
Lucas Fernandez
2 min de leitura


Verdade & Traição
Se existe um tipo de filme que não precisa de explosões para te deixar tenso do início ao fim, é aquele que entende o poder do silêncio. E Verdade & Traição trabalha exatamente nesse território — um thriller psicológico que troca ação por consciência, e ainda assim consegue ser mais impactante do que muita superprodução barulhenta. A narrativa acompanha um jovem que, em um contexto de repressão e manipulação estatal, toma uma decisão simples na superfície, mas brutal em suas
Lucas Fernandez
2 min de leitura


Iron Lung
Por: Pedro Almeida Adaptar videogames para o cinema sempre foi um desafio curioso. Durante anos, a indústria acumulou mais fracassos do que acertos, especialmente quando tenta transformar experiências interativas em narrativas lineares. Quando o material original é um jogo independente extremamente minimalista, esse desafio se torna ainda maior. Iron Lung , inspirado no jogo criado por David Szymanski, parte justamente dessa premissa arriscada. O resultado é um filme que não
Lucas Fernandez
5 min de leitura


A Noiva
O mito de Frankenstein's Monster ganha uma nova vida em 2026 pelas mãos da diretora Maggie Gyllenhaal. Estrelado por Jessie Buckley e Christian Bale, The Bride! não é apenas um filme de terror. Na verdade, ele parece muito mais interessado em ser uma mistura de romance gótico, drama estilizado e comentário social. A pergunta que fica é: toda essa ambição funciona ao longo das suas duas horas de duração? A história se passa na Chicago dos anos 30, uma escolha curiosa e bastant
Lucas Fernandez
3 min de leitura


O Caso dos Estrangeiros
Depois de muito burburinho no circuito de festivais, finalmente consegui assistir a O Caso dos Estrangeiros ( Stranger Eyes / I Was a Stranger ). Vou ser direto: este é um filme que não pede licença. Dirigido por Brandt Andersen — que já construiu um histórico sólido ligado a causas humanitárias — o longa entrega um soco no estômago combinado a um exercício de empatia que o cinema contemporâneo raramente se atreve a realizar com tamanha crueza. O que mais me fisgou foi a es
Lucas Fernandez
2 min de leitura


O Morro dos Ventos Uivantes
Adaptar O Morro dos Ventos Uivantes nunca foi uma tarefa simples. O romance de Emily Brontë não é lembrado por sua delicadeza, mas por sua brutalidade emocional, seus personagens moralmente falhos e uma ideia de amor que beira a obsessão e a autodestruição. A versão de 2026, dirigida por Emerald Fennell, entende isso — mas escolhe transformar essa violência interna em uma experiência sensorial intensa, por vezes mais interessada em provocar do que em aprofundar. O filme acom
Lucas Fernandez
2 min de leitura


(Des)controle
Assistir a (Des)controle é entrar em contato com um tipo de desconforto silencioso, daqueles que não explodem em grandes cenas, mas vão se acumulando aos poucos, até ficar impossível ignorar. O filme acompanha Kátia Klein, uma mulher de meia-idade que parece ter a vida organizada — carreira, família, estabilidade —, mas que carrega fissuras internas que nunca foram totalmente resolvidas. E é justamente aí que o longa encontra sua força. O roteiro trata o alcoolismo não como
Lucas Fernandez
2 min de leitura


Five Nights at Freddy’s 2
Confesso que eu entrei em Five Nights at Freddy’s 2 esperando apenas um filme de terror mais polido do que o primeiro — e encontrei uma continuação que entrega momentos genuinamente envolventes, apesar de esbarrar em problemas que continuam assombrando a franquia. O universo expandido aqui é mais denso, mais trágico e mais interessante, mas o filme raramente tem coragem de mergulhar fundo no próprio potencial. Antes de falar do novo capítulo, vale pontuar onde tudo começou.
Lucas Fernandez
3 min de leitura


O Sobrevivente
Por Lucas e João Sair de uma sessão de um filme do Edgar Wright sempre me deixa com aquela expectativa de ter visto algo estiloso, ritmado, cheio de personalidade. É difícil não entrar no cinema já esperando cortes milimetricamente sincronizados, transições exageradas e aquele humor ácido que só ele sabe usar. Mas O Sobrevivente (2025), adaptação do livro de Stephen King — o mesmo que virou o filme estrelado por Schwarzenegger em 1987 —, não segue exatamente esse caminho. El
Lucas Fernandez
3 min de leitura


Wicked: For Good
Assistir Wicked: For Good me colocou de volta em um universo que eu já tinha muito carinho. E, sendo sincero, saí do cinema com aquele sentimento misto: gostei bastante do filme, me diverti, me emocionei, mas ainda acho o anterior bem melhor em praticamente todos os aspectos. Não é uma comparação para diminuir este novo capítulo, mas é impossível não notar o quanto o primeiro era mais preciso no ritmo, mais bem acabado visualmente e, de certa forma, mais seguro sobre o que q
Lucas Fernandez
3 min de leitura


Bruce Springsteen – Salve-me do Desconhecido (2025)
Resenha por João Amaral (ou João Flecha-Certeira, se preferir kkkkkkkkkk) Born in the U.S.A. é tanto o retrato de um Estados Unidos que não costuma ser vendido em filmes quanto uma crítica ao famoso “american way of life” tão presente em produções e sitcoms. Isso é fato. O que eu não sabia — sequer imaginava — é que Bruce Springsteen, ou, como seus colegas do meio musical o chamam, “The Boss” (apelido adquirido em 1974, quando assumiu a tarefa de coletar o pagamento noturno d
Lucas Fernandez
4 min de leitura
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