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Crítica: Furiosa

  • Foto do escritor: Lucas Fernandez
    Lucas Fernandez
  • 21 de mai. de 2024
  • 3 min de leitura



Acabei de assistir Furiosa e, antes de mais nada, preciso alertar sobre o que você encontrará nesse filme: cenas extremamente violentas, com momentos de dilaceração que não economizam em brutalidade. George Miller nos leva a uma exploração visceral da crueldade humana, onde a selvageria e o rebaixamento do ser humano a níveis primitivos são retratados de maneira intensa. Esse não é um filme para os fracos de coração, mas para aqueles que conseguem enfrentar a dureza da realidade distópica que o universo Mad Max sempre prometeu.


Dito tudo isso, tenho que afirmar que Furiosa é um dos melhores filmes que eu já assisti. Sabe aqueles filmes que te deixam completamente imerso na trama, ao ponto de você sentir um quentinho no coração? Furiosa entrega isso, com uma narrativa que prende do começo ao fim, semelhante à experiência de assistir Vingadores: Ultimato. É um filme que te faz sentir cada momento, cada batalha, cada desafio.


Uma das maiores surpresas do filme é Chris Hemsworth como o vilão Dementus. Ele está sensacional, provando que nasceu para interpretar personagens malvados. Sua presença em cena é marcante e dá ao vilão uma profundidade e um carisma que raramente vemos. A performance de Hemsworth é um dos pontos altos do filme, mostrando uma versatilidade que poucos poderiam esperar após sua encarnação como Thor.


É importante destacar que Furiosa tem um ritmo diferente dos outros filmes da franquia Mad Max. Originalmente, George Miller planejava fazer de Furiosa uma animação, o que influenciou a maneira como a história é contada. Inclusive, o roteiro de Furiosa estava pronto antes de Mad Max: Estrada da Fúria, e isso se reflete na estrutura narrativa. O filme é dividido em cinco atos, cada um revelando uma parte da jornada de Furiosa, o que dá ao filme um tom quase operístico.


Servindo como prequela de Estrada da Fúria, o filme explora as origens de Furiosa, agora interpretada por Anya Taylor-Joy. A trama narra a captura de Furiosa por Dementus e sua jornada até a Cidadela de Immortan Joe. Essa narrativa nos proporciona uma visão mais profunda do universo Mad Max e das motivações da guerreira renegada que Charlize Theron eternizou em 2015. Taylor-Joy traz uma intensidade única ao papel, consolidando Furiosa como uma das heroínas mais complexas do cinema contemporâneo.


A combinação de efeitos especiais e práticos em Furiosa resulta em cenas de ação espetaculares. George Miller é um mestre em criar mundos imersivos, e aqui ele não decepciona. As explosões e as sequências de combate são de tirar o fôlego, mantendo o público na ponta da cadeira. A fotografia é deslumbrante, capturando a vastidão e a desolação do mundo pós-apocalíptico com uma beleza crua.


Furiosa é, sem dúvida, uma aula de worldbuilding. A atenção aos detalhes na construção do cenário e na criação de uma história coesa é evidente. Miller desenvolve sua narrativa através de storyboards, o que fica claro na precisão e no cuidado visual do filme. Cada cena é pensada para impactar, e isso se reflete na recepção crítica. No Rotten Tomatoes, Furiosa conta com 87% de aprovação, um testemunho de sua qualidade.


O filme foi exibido no Festival de Cannes, onde recebeu uma ovação de seis minutos, uma prova do impacto que causou nos espectadores. Essa é uma obra que merece ser vista em uma tela grande, de preferência em IMAX, para se aproveitar cada detalhe das cenas de ação e da paisagem épica.


Se você é fã da franquia Mad Max, não pode perder Furiosa. É um filme que amplia e aprofunda o universo criado por George Miller, entregando uma experiência cinematográfica intensa e inesquecível. A história de origem de Furiosa é uma adição valiosa ao cânone da série, proporcionando uma compreensão mais rica dos personagens e do mundo distópico que habitam. Prepare-se para uma viagem brutal e emocionante pelo deserto de Mad Max. Furiosa: Uma Saga Mad Max é imperdível.

 
 
 

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