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Crítica: Venom: A Última Rodada

  • Foto do escritor: Lucas Fernandez
    Lucas Fernandez
  • 23 de out. de 2024
  • 2 min de leitura

Atualizado: 24 de out. de 2024




Crítica com spoilers no vídeo:





Venom: A Última Rodada é, sem dúvida, o melhor capítulo da franquia. Neste terceiro filme, o simbionte mais caótico do universo Marvel retorna em uma trama que mistura ação frenética e momentos emocionantes. Dirigido por Kelly Marcel, o filme nos leva a uma viagem intensa, com Eddie Brock (Tom Hardy) e Venom em uma desesperada fuga de ameaças vindas tanto da Terra quanto do espaço.


Desde o início, o longa acerta em cheio nas sequências de ação, com efeitos visuais de cair o queixo. As cenas de perseguição e lutas são eletrizantes e trazem coreografias bem elaboradas, mantendo a gente no limite. Venom, como sempre, é um show à parte, devorando inimigos com aquele charme grotesco que já esperamos dele.


A dinâmica entre Eddie e Venom, que já era um dos pontos altos da franquia, atinge um novo patamar aqui. A relação entre os dois é divertida e, ao mesmo tempo, comovente. Hardy está excelente, trazendo tanto sensibilidade quanto um humor físico peculiar ao papel. A química entre Eddie e Venom torna cada diálogo uma mistura deliciosa de sarcasmo e cumplicidade, o que equilibra bem o clima do filme.


No entanto, é impossível ignorar as piadas que, embora divertidas, acabam se repetindo ao longo da trama. Isso tira um pouco o brilho do humor ácido característico da dupla, algo que poderia ter sido explorado de maneira mais criativa.


Outro ponto a ser destacado é a introdução de Knull, dublado por Andy Serkis. Ele traz uma ameaça nova e interessante para a franquia, mas as cenas envolvendo cientistas, militares e simbiontes renegados acabam quebrando o ritmo do filme. Esses momentos parecem se arrastar e não agregam tanto à trama, especialmente porque sabemos que esses personagens secundários não terão grande impacto na história.


Por outro lado, o desfecho surpreendente e ousado – com a morte do protagonista – é um dos momentos mais marcantes. Não é todo dia que vemos um herói de franquia morrer, e isso adiciona um peso emocional significativo. Mesmo que a mitologia de Venom não tenha sido expandida de maneira inovadora, o filme entrega o que promete, sem grandes ambições narrativas, mas com uma conclusão épica que encerra a história de forma satisfatória.


Venom: A Última Rodada é um verdadeiro road movie de super-heróis. Embora tenha seus tropeços – como a falta de ousadia em explorar oportunidades cômicas e dramáticas mais profundas – ele ainda consegue ser um desfecho digno para essa saga, com momentos emocionantes e uma última dança entre Eddie e Venom que ficará marcada na memória dos fãs.


 
 
 

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