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Invocação do Mal 4

  • Foto do escritor: Lucas Fernandez
    Lucas Fernandez
  • 4 de set. de 2025
  • 2 min de leitura

Por: João Amaral


A franquia se despede do público em clima de família

Jump scares, momentos de suspense antecipados pela trilha sonora, uma família em situação vulnerável ameaçada por forças ocultas e um jovem casal que surge em meio a uma possível sucessão. E, claro, as inevitáveis referências às duas maiores vilãs sobrenaturais da série: Annabelle e A Freira. Tudo isso compõe a nova aventura de terror estrelada pelo casal Warren — Lorraine (Vera Farmiga) e Ed (Patrick Wilson). Aqui, Ed aparece mais fragilizado, ainda lidando com os problemas cardíacos decorrentes do infarto sofrido no terceiro filme da franquia, após confrontar o menino possuído David Glatzel (fato que não ocorreu na vida real, apenas nos filmes).

A trama principal se passa em 1986 e é inspirada no caso dos Smurls, já retratado no telefilme de 1991 A Casa das Almas Perdidas (The Haunted, disponível no YouTube). A família passa a ser violentamente assombrada após o contato com um espelho possuído. O objeto, inclusive, é introduzido logo no início do filme, em uma cena ambientada nos anos 1960: um jovem casal Warren entra em contato com o espelho, e Lorraine, grávida, sofre complicações que quase levam à perda da filha recém-nascida, Judy. Mais tarde, descobrimos que Judy herdou dons semelhantes aos da mãe. O roteiro mostra que a situação dos Smurls se torna tão insustentável que eles acabam recorrendo à mídia, na esperança de chamar atenção e obter ajuda.

Invocação do Mal: O Último Ritual consegue ser mais envolvente do que o antecessor Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio, embora ainda esteja distante da inspiração dos dois primeiros filmes da franquia. James Wan retorna apenas como produtor e roteirista, enquanto a direção fica a cargo de Michael Chaves — também responsável por Invocação do Mal 3, A Maldição da Chorona e A Freira 2. O filme marca a despedida de Patrick Wilson e Vera Farmiga da saga, ao mesmo tempo em que apresenta novos personagens: Judy Warren, agora adulta e interpretada por Mia Tomlinson, e seu noivo Tony Spera, vivido por Ben Hardy. Fica a dúvida: haverá continuidade com esse novo casal? Afinal, na vida real, Tony, ex-policial, tornou-se investigador paranormal, enquanto Judy preferiu preservar o legado da família nos bastidores, apesar de supostamente ter herdado poderes psíquicos da mãe.

Esse tom “familiar” permeia boa parte da narrativa, que alterna entre momentos competentes e passagens bastante previsíveis, especialmente no que diz respeito às manifestações sobrenaturais e ao desfecho. Ainda assim, a conclusão tem potencial para emocionar os fãs de longa data da franquia e de James Wan.

No fim, Invocação do Mal: O Último Ritual entrega uma história divertida, com sustos eficazes — ainda que fáceis de prever — e encerra de maneira digna a jornada do casal Warren no cinema. Confesso que, como despedida, teria sido mais satisfatório ver James Wan de volta à direção. Mesmo assim, é um filme que merece ser visto, principalmente pelos admiradores da saga.

 
 
 

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