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Uma Batalha Após a Outra

  • Foto do escritor: Lucas Fernandez
    Lucas Fernandez
  • 24 de set. de 2025
  • 2 min de leitura

Por João Amaral


Unindo drama, ação, comédia e uma contundente crítica político-social, Uma Batalha Após a Outra (One Battle After Another, 2025) consegue entregar muito do que há de melhor no cinema, num filme de 2 horas e 42 minutos em que o espectador não consegue descolar os olhos — nem a atenção — da telona.

Na história, Teyana Taylor (Um Príncipe em Nova York 2, entre outros filmes) interpreta Perfídia, uma revolucionária bad-ass que parece ter saído de histórias em quadrinhos de selos como Vertigo, IDW ou Dark Horse. Já Leonardo DiCaprio (dispensa apresentações, né? Rssss) vive Bob Fergusson, namorado de Perfídia e técnico em explosivos, mas nada bad-ass. Juntos, eles integram uma frente revolucionária que luta contra um governo fortemente militarizado, libertando imigrantes detidos e promovendo inúmeros atentados pelos Estados Unidos.

É nesse cenário que entra Sean Penn (outro ator com vasto currículo em grandes produções) no papel de Steven Lockjaw, um coronel linha-dura à caça do grupo. Em certo momento, a trama dá uma reviravolta e salta anos à frente, trazendo novos desafios, tensões e críticas, sempre intercalando ação, comédia, drama e suspense.

Diferente de outras resenhas, prefiro não dar spoilers — qualquer detalhe adicional poderia diminuir a experiência. Basta dizer que a trama, inspirada no livro Vineland, do autor Thomas Pynchon (publicado em 1990), habilmente dirigida por Paul Thomas Anderson e roteirizada pelo próprio Anderson em parceria com Pynchon, remete ao melhor de autores de quadrinhos como Scott Snyder, Rick Remender e vários outros.

O elenco de apoio também é fabuloso. Reconhecemos facilmente rostos como Alana Haim (Licorice Pizza), Regina Hall (da franquia Todo Mundo em Pânico), Benicio del Toro (dispensa apresentações) e outros nomes mais ou menos conhecidos do público brasileiro. Vale destacar especialmente a atuação de DiCaprio, que parece uma versão mais surtada do Grande Lebowski (The Dude, para os íntimos). Sempre de roupão, fumando maconha, bebendo, lento, divagante e metido em todo tipo de confusão, o ator entrega uma performance fabulosa, em perfeito equilíbrio com del Toro (no papel de um sensei que surge para ajudá-lo em certos momentos) e com Penn, que encarna um militar quase caricato, obcecado em resolver tudo com os recursos do governo e fazendo uso de máxima força bruta possível.

Talvez o único spoiler que me permito é pedir atenção a um momento em que a trama apresenta o grupo que “puxa as cordas” da sociedade. É praticamente impossível não traçar paralelos com o que vivemos nos últimos meses, especialmente a partir de janeiro deste ano.

Uma Batalha Após a Outra é, de fato, um filme surpreendente. Grande favorito ao Oscar 2026, encara de frente a violência política dos Estados Unidos e estreia nesta quinta-feira, 25 de setembro de 2025. Independentemente da orientação política de cada um, é uma obra necessária — e todos merecem assistir.

 
 
 

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