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Critica: Chama a Bebel

  • Foto do escritor: Lucas Fernandez
    Lucas Fernandez
  • 9 de jan. de 2024
  • 2 min de leitura


Critica por: Colossal


"Chama a Bebel" apresenta uma jornada cinematográfica envolvente, comandada pela mente criativa de Paulo Nascimento, que ousa explorar os territórios sensíveis da inclusão e da sustentabilidade. Inspirado na ativista ambiental Greta Thunberg, o filme destaca a brilhante e corajosa Bebel, interpretada com maestria por Giulia Benite. A trama nos leva por uma emocionante narrativa, começando nas margens de uma rodovia no interior, onde Bebel vive com sua mãe (Larissa Maciel) e o avô (José Rubens Chachá).


Ao mudar-se para a cidade grande em busca de oportunidades educacionais, Bebel enfrenta uma transformação radical em sua rotina. A jornada de amadurecimento da personagem é marcada por desafios significativos, incluindo a adaptação a uma nova escola e o confronto com diversos obstáculos, como sua tia interpretada por Flavia Garrafa, estudantes populares e um poderoso empresário local que realiza testes laboratoriais em animais.


Giulia Benite emerge como uma força imparável na pele de Bebel, cativando o espectador com sua atuação envolvente. Longe de estereótipos, Bebel se torna uma figura inspiradora para o público jovem, desafiando não apenas as adversidades físicas, mas também os limites impostos pela sociedade. A abordagem realista e positiva da personagem contribui significativamente para a representação positiva de pessoas com deficiência.


O filme mergulha de cabeça nas questões ambientais, destacando a paixão ativista de Bebel, claramente inspirada na trajetória de Greta Thunberg. Essa abordagem, embora intensa e potencialmente polarizadora para alguns críticos, ressoa com a urgência dessas pautas na sociedade contemporânea. A intensidade da protagonista pode, em alguns momentos, alienar aqueles que ainda estão formando sua visão sobre esses temas, mas também reflete a paixão inquebrantável da personagem.


A representação realista do preconceito enfrentado por Bebel nos primeiros momentos da trama destaca a coragem do filme em abordar questões sociais pertinentes. No entanto, a abordagem mais sutil da acessibilidade ao longo do filme é apontada como uma oportunidade perdida, onde a narrativa poderia ter explorado ainda mais os desafios enfrentados pela protagonista.


O universo técnico de "Chama a Bebel" brilha, com destaque para a montagem, trilha sonora e dinâmica da narrativa. As atuações de Flávia Garrafa e Gustavo Coelho são elogiadas, apesar da participação limitada do grupo de jovens, que assume um papel mais significativo apenas no último ato. Essa escolha narrativa pode ser interpretada como uma ressalva em um filme que, de outra forma, exibe uma execução técnica impressionante.


A fragilidade no desenvolvimento dos antagonistas, especialmente Tia Marieta e Roxane, é um ponto de preocupação. A representação maniqueísta desses personagens, embora contribua para um antagonismo claro, pode parecer superficial e antiquada. A falta de complexidade nos vilões, incluindo o empresário inescrupuloso, deixa uma lacuna que poderia ter sido preenchida com mais nuances e profundidade.


A narrativa do filme, inspirada na vida de Greta Thunberg, traz uma relevância única ao abordar questões ambientais de maneira urgente e necessária, especialmente para seu público-alvo infantil. No entanto, a falta de desafios mais concretos e convincentes relacionados a essas pautas é uma área onde a história poderia ter se destacado ainda mais.



 
 
 

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