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O Diabo Veste Prada 2

  • Foto do escritor: Lucas Fernandez
    Lucas Fernandez
  • 30 de abr.
  • 2 min de leitura

O retorno da Andy

Logo no começo, o filme já dá um choque. A Andy Sachs, vivida pela Anne Hathaway, agora é uma profissional reconhecida — e mesmo assim é demitida depois de ganhar um prêmio importante.

E o motivo diz muito sobre o filme: hoje, não basta ser boa. Tem que ser conveniente.

Isso faz ela voltar pra Runway… mas nada ali é como antes.

Miranda continua sendo Miranda

Se você acha que a Miranda Priestly mudou, pode esquecer. A personagem da Meryl Streep continua exatamente quem sempre foi.

A diferença é que agora ela está sendo observada o tempo todo. RH, opinião pública, pressão externa… tudo em cima dela.

Então aquele comportamento “mais controlado” não vem de evolução — vem de vigilância.

Moda ou negócio?

O filme deixa bem claro: a Runway só existe por causa dos anunciantes.

E isso muda tudo.

A revista, que antes parecia um espaço de criatividade e influência, agora funciona quase como extensão das marcas. Tudo precisa agradar quem paga a conta.

A Miranda, que sempre mandou em tudo, agora parece presa. Uma jaula de luxo, mas ainda assim uma jaula.

Lady Gaga entra em cena

Quando a Lady Gaga aparece, o filme ganha outro ar.

Ela não está ali só pela trilha — que, aliás, funciona muito bem — mas como símbolo de algo que a Runway está perdendo: identidade.

As cenas dela com a Miranda são, fácil, algumas das melhores do filme. Dá uma sensação de “isso aqui já foi mais livre”.

Duas gerações, o mesmo problema

Uma coisa interessante é que o filme não tenta criar um vilão clássico.

O conflito é mais atual: gente tentando manter alguma identidade em um mundo que só pensa em algoritmo, viral e número.

E aí acontece algo curioso — Andy e Miranda, que antes eram opostas, agora estão do mesmo lado.

As duas tentando preservar alguma essência num cenário que parece cada vez mais vazio.

Vale a pena?

O Diabo Veste Prada 2 é nostálgico, mas não é leve. Tem um tom mais amargo, mais pé no chão.

É bonito, bem feito, cheio de estilo… mas também é um comentário bem direto sobre como até as coisas mais criativas acabam sendo moldadas pelo sistema.

Vale assistir — seja pela estética impecável ou pela reflexão que fica depois.

 
 
 

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