Critica: Duna 2
- Lucas Fernandez
- 29 de fev. de 2024
- 3 min de leitura

Henrique Zimmerer
Duna parte 2 finalmente chega aos cinemas atendendo a todas as expectativas. Com mais ação e grandes acontecimentos, parece que finalmente vemos a história nascer. Não à toa as críticas vêm mantendo-o em tão alta estima.
O filme nos leva a continuação da história de Paul Atreides (Timothée Chalamet) enquanto tenta aprender com os Fremen como viver no deserto e lidar com ele. O jovem é pego por expectativas que podem transformá-lo, mas que não são seu objetivo.
Paul quer vingança pelo seu pai e seu povo, mas também quer viver, e sua paixão por Chani (Zendaya) o enche de dúvidas sobre como deverá seguir. Fazer o que deve ser feito? Seguir seu destino imposto e se sacrificar, ou ficar ao lado de quem ama?
Em Duna parte dois acompanhamos uma jornada de desenvolvimento, com as críticas religiosas ganhando peso e mostrando lados perigosos do fanatismo.
O diretor e roteirista Denis Villeneuve parece ter finalmente achado seu ritmo, compensando as falhas nesse aspecto que pudemos ver no primeiro filme. Todas as cenas têm o tempo certo para acontecer, os cortes vêm onde devem estar e isso nos faz imergir na tela, participar da história junto aos personagens.
Talvez isso até afete um pouco alguns trechos do filme que tiram um pouco do senso de passagem de tempo, no entanto, é fácil perceber que foi uma escolha assertiva do diretor. O filme nos mostra como explosões e destruição tem muito menos impacto do que a construção dos personagens em tela.
Mas não se engane, a obra é recheada de ação, com ótimas cenas de luta e grandes batalhas, tudo no tempo certo, sem desgastar o espectador. Além de trazer uma bela virada e nos deixar angustiado nos momentos certos.
O roteiro ensina como saber muito bem o básico permite a criação de histórias fantásticas, com uma jornada do herói que se desdobra e se renova, mudando muitas questões com as quais estamos acostumados e trazendo críticas religiosas e sociais muito reflexivas em meio a uma aventura altamente imersiva.
Claro que muito desse mérito está na obra original, nos livros, mas a capacidade de adaptação para a tela mostra como os roteiristas e o diretor sabem o que querem mostrar e como mostrar para que o público se sinta no clima da história.
Personagens cheios de carisma representados por um elenco de peso nos enchem de tensão, compaixão, raiva e alegria. Conseguimos entender suas esperanças e medos, assim como é possível ver suas falhas e humanidade.
Hans Zimmer mais uma vez traz sua marca na trilha sonora, adaptada para uma história de areia, luta e sobrevivência.
Timothée Chalamet e Zendaya tem uma química fantástica e nos sentimos atraídos pelo casal, querendo saber seu futuro e torcendo pelos dois, no entanto, não são os únicos que brilham. Javier Bardem e Rebecca Ferguson entregam atuações estupendas, sem contar na participação amedrontadora e carismática de Austin Butler como um sociopata Harkonnen.
Duna parte 2 tem cenas lindas e muito bem construídas, momentos de impacto e desperta belas emoções que o ritmo do filme preza ao nos dar tempo para absorvê-las.
Podemos dizer que o primeiro filme foi um grande prólogo, e que agora vemos a história começar de verdade.
Duna parte 2 estreia dia 29 de fevereiro, e se você quer um espetáculo visual com uma história fantástica, não deveria perder.




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