Critica: Rivais
- Lucas Fernandez
- 24 de abr. de 2024
- 2 min de leitura

Como um grande admirador da cultura pop e um cinéfilo ávido, fiquei instantaneamente intrigado com o mais recente lançamento de Luca Guadagnino, "Rivais". Afinal, temos uma equipe bem competente trabalhando no filme.
Começando pelo aspecto técnico, "Rivais" é uma obra impecável. A direção de Guadagnino é habilidosa, conduzindo nossa visão de um lado para outro como em uma boa partida de tênis. A trilha sonora desempenha um papel eficaz em aprimorar a atmosfera do filme, enquanto as performances de Zendaya, Mike Faist e Josh O'Connor são verdadeiramente espetaculares.
No entanto, devo confessar que "Rivais" não conseguiu cativar meu coração da maneira que eu esperava. Entretanto, para ser justo, reconheço que talvez eu não seja o seu público-alvo. O filme usa a metáfora do tênis como um jogo de poder humano, e isso de fato é intrigante, mas eu simplesmente não consegui me conectar com os personagens, e para mim, é importante que esse tipo de coisa aconteça.
A história segue Tashi, interpretada por Zendaya, uma tenista prodigiosa que se torna treinadora e transforma seu marido, Art, de um jogador medíocre em um campeão. Quando eles se deparam com Patrick, ex-melhor amigo de Art e ex-namorado de Tashi, durante um torneio, as antigas rivalidades ressurgem.
Esses três personagens são a espinha dorsal do filme, e reitero que as atuações são excepcionais. No entanto o filme aborda um relacionamento entre três personagens que, na vida real, eu os odiaria. O filme é uma analogia sobre a intensidade do tênis com as complexidades dos relacionamentos humanos, é um jogo de poder, onde podemos ver três personagens sendo cruéis uns com os outros.
Por exemplo, Tashi e seu marido têm uma filha, e apesar de ela aparecer pouco, a personagem de Zendaya parece ignorar os impactos que suas ações podem ter no futuro da criança. Não que isso torne o filme ruim, mas pessoalmente, sinto dificuldade em me identificar com personagens assim. Talvez eu esteja sendo ingênuo ao esperar um desenvolvimento mais significativo de caráter, mas no final do dia, simplesmente não me importava muito com quem sairia vitorioso do conflito do filme, o que é decepcionante em um filme esportivo.
No entanto, não posso negar a habilidade de Guadagnino em criar uma narrativa envolvente, repleta de tensão e drama. "Rivais" mergulha profundamente nas emoções humanas e nas complexidades dos relacionamentos, mesmo que eu não tenha conseguido me conectar completamente com ele.
"Rivais" pode não ter sido um ace absoluto para mim, mas ainda é um filme competente que certamente encontrará seu público entre aqueles que apreciam uma boa dose de drama e uma reflexão sobre os altos e baixos dos relacionamentos humanos.




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