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Crítica: A natureza do amor

  • Foto do escritor: Lucas Fernandez
    Lucas Fernandez
  • 25 de abr. de 2024
  • 2 min de leitura


Henrique Zimmerer


O que é o amor? Como lidamos com nossa forma de vê-lo? Como lidamos com nosso desejo, nossa paixão? Será que são a mesma coisa?


A natureza do amor, filme dirigido e roteirizado por Monia Chokri, foi vencedor do prêmio César 2024 na categoria de filme estrangeiro trazendo todos esses questionamentos.

A obra tem um ar muito intimista, com ótimas atuações para isso. Aqui acompanhamos Sophia, que está em um relacionamento de 10 anos onde a intimidade, a paixão e o prazer carnal praticamente sumiram.


Com a vida confortável e um círculo de amigos muito estudiosos e voltados para discussões intelectuais, ela só percebe seus desejos físicos quando conhece Sylvain, homem originalmente contratado para a reforma da nova casa de Sophia e seu namorado.

Os dois acabam tendo um tempo juntos onde Sophia acaba deixando toda a sua vontade finalmente fluir.


Até esse ponto do filme, mesmo com a estética intimista, parecia que o filme seria apenas mais uma adaptação de livros hots que existem por aí, no entanto, não foi bem assim.

O filme não se interessa tanto pela traição e necessidade carnal em si, mas por mostrar todas as diversas noções de relacionamento e conceitos de amor estudados por tantos pensadores ao longo da nossa sociedade.

Vemos Sophia desistir do relacionamento confortável no qual estava e tendo que lidar com a sua escolha, nos mostrando que, apesar de queríamos buscar a pessoa perfeita e o relacionamento perfeito, isso não existe.


Ao longo do filme, Sophia passa por momentos eufóricos, felizes, tristes e confusos. Tudo enquanto temos pausas, mostrando ela ensinando conceitos filosóficos sobre amor para idosos. Todos esses momentos encaixam perfeitamente com o ponto em que ela está nos seus relacionamentos.


O final traz uma mensagem forte e nos induz a grandes reflexões. Apesar de ter diversos estereótipos no filme e em alguns momentos ele querer se mostrar demais, ainda assim existe uma história interessante e problemática ali que é interessante de entender.

É um filme para quem quer pensar um pouco, refletir sobre o amor e aprender que o primeiro passo para se relacionar com alguém, é primeiro saber se relacionar consigo mesmo.


 
 
 

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