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Crítica: A Viúva Clicquot

  • Foto do escritor: Lucas Fernandez
    Lucas Fernandez
  • 14 de ago. de 2024
  • 2 min de leitura

Vou ser sincero: "A Viúva Clicquot – A Mulher que Formou um Império" não é o tipo de filme que eu normalmente correria para ver. Mas, sendo nerd e sempre disposto a experimentar algo diferente, resolvi dar uma chance. E, para minha surpresa, é um bom filme, mesmo que não seja o que costumo procurar.


A trama segue a história de Barbe-Nicole Ponsardin, uma jovem viúva de 27 anos que assume a vinícola da família após a morte do marido, no século XIX. O filme é dirigido por Thomas Napper e estrelado por Haley Bennett, que se destaca ao dar vida à protagonista, uma mulher determinada a transformar a marca Veuve Clicquot em um ícone global, enfrentando obstáculos sociais e econômicos pesados.


Haley Bennett entrega uma performance sólida, e é impossível não admirar sua força e inteligência ao lidar com um mundo que fazia de tudo para manter as mulheres em segundo plano. Ela é o coração do filme e segura a narrativa com maestria.


Agora, o romance... aqui é onde as coisas começam a desandar um pouco. O filme me lembrou "Crepúsculo". Tom Sturridge, que interpreta o interesse romântico de Barbe-Nicole, simplesmente não convence. A química entre os dois é quase inexistente, e a atuação dele é, para ser direto, bem sem sal. É como se ele estivesse no piloto automático, sem trazer nada de novo ou interessante para a dinâmica do casal. Isso acaba prejudicando o envolvimento emocional que o filme tenta construir, e o romance que deveria ser um dos pontos altos da história se torna um dos mais fracos.


Visualmente, o filme é muito bem feito. As cenas nas vinícolas e o processo de produção do champanhe são apresentados com tanto detalhe que você se sente imerso naquele mundo. A direção de arte é impressionante, e o cuidado com os detalhes históricos faz a experiência valer a pena.


Mas, apesar desses méritos, o filme poderia ter sido mais impactante se o romance não tivesse sido tão superficial. A história de Barbe-Nicole é poderosa, e merecia um desenvolvimento mais profundo nesse aspecto, especialmente considerando a importância que o relacionamento tem na trama. A performance sem brilho de Sturridge acaba deixando uma sensação de "podia ser melhor".


No fim das contas, "A Viúva Clicquot – A Mulher que Formou um Império" é um filme que vale a pena assistir, mesmo que você não seja o público-alvo típico de dramas históricos. A história é inspiradora e a produção é de alta qualidade, mas esteja preparado para um romance que não entrega o que promete. Se você conseguir relevar essa falha, vai encontrar um filme interessante que celebra a força e a visão de uma mulher muito à frente de seu tempo. Para quem curte uma boa narrativa histórica, é uma escolha segura, mas com alguns poréns.

 
 
 

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