Crítica: O Jogo da Morte
- Lucas Fernandez
- 22 de fev. de 2024
- 2 min de leitura

Por:Henrique Zimmerer
Muito provavelmente você deve ter ouvido falar do jogo da Baleia Azul. Onde criminosos levavam adolescentes a cometerem atos horríveis e até mesmo a tirarem suas próprias vidas.
Esse filme russo busca falar a respeito desse caso terrível e acerta com força na abordagem.
A diretora, Alaa Morsy, criou uma atmosfera crua e agoniante ao nos levar para um filme que se passa todo por câmeras de celular, conversas em vídeo e chats no computador. O tempo inteiro nos sentimos conversando com a protagonista Dana, cuja atriz entrega uma boa atuação, fazendo com que a gente se afunde na sua história e suas dores.
A história começa quando Dana perde a sua irmã e, ao investigar a conta dela no Facebook, descobre algumas questões perturbadoras, que a levam ao jogo da Baleia Azul. Depois de tentar alertar os investigadores e não ser levada a sério, ela resolve investigar por conta própria para levar os criminosos a justiça.
Com uma relação conturbada com a mãe e uma única melhor amiga com quem poderia contar, Dana entra no jogo, dedicada a ir até o fim se for necessário.
O filme é recheado de cenas agoniantes e uma tensão que se agrava pelo formato da obra. Tudo é muito imediato, o contato é muito próximo, e isso nos deixa inquietos olhando para a tela.
No entanto, toda essa abordagem realista acaba tendo algumas quebras quando o roteiro traz certos clichês ou decisões duvidosas. Por mais que não destruam a experiência do filme, em alguns momentos a gente perde um pouco da imersão quando nos questionamos certas “facilidades” que a protagonista encontra em sua investigação e alguns pequenos furos.
Mas é importante lembrar que apesar de ser baseado em um jogo real, a história da obra não tem nenhuma ligação com o caso, apenas tendo se inspirado em algumas situações, como a morte da irmã da protagonista. Estamos acostumados a ver casos sinistros como esse sendo retratados através de informações e investigações que nos mostrem o que realmente aconteceu, no entanto, essa não é a proposta de O Jogo da Morte.
Muito provavelmente, essa foi a razão de algumas das escolhas questionáveis do roteiro. Mesmo assim, não tira o mérito da obra, que tem muito mais acertos do que erros. A decisão final da protagonista, a relação triste e realista das redes sociais, a descrença e falta de apoio, tudo isso transborda da tela e aperta nosso peito enquanto assistimos.
O Jogo da Morte estreia dia 22, e recomendamos muito assisti-lo... desde que você tenha um estômago forte.




Comentários