Crítica: Planeta dos Macacos: O Reinado
- Lucas Fernandez
- 8 de mai. de 2024
- 2 min de leitura

Planeta dos Macacos: O Reinado nos mergulha em um mundo pós-apocalíptico onde macacos evoluídos dominam e os resquícios da humanidade lutam para sobreviver nas sombras da civilização perdida... Na verdade, acredito que todos aqui estejam familiarizados com o universo de Planeta dos Macacos, então não vou me aprofundar na explicação da lore. O que realmente quero destacar na minha crítica é a sensação persistente de que algo estava faltando na trama, como se estivéssemos diante de um filme filler.
Dirigido por Wes Ball, o filme entrega um CGI deslumbrante, repleto de cenas de ação que mantêm os espectadores grudados na tela. No entanto, elas perdem um pouco de seu impacto devido à falta de uma narrativa mais direcionada. Não que os filmes precisem necessariamente ultrapassar os limites do entretenimento, mas a ausência de uma trajetória clara deixou-me questionando para onde o filme queria nos levar, especialmente por fazer parte de uma franquia, o que naturalmente levanta expectativas adicionais.
No enredo, somos confrontados com um cenário pós-guerra onde os macacos, liderados por um vilão chamado César, estabeleceram uma sociedade própria. Enquanto isso, os humanos tornaram-se figuras quase mitológicas, reduzidas a meros sobreviventes em um mundo hostil. A ascensão desse novo líder macaco, determinado a escravizar outros grupos em busca de tecnologia humana, desencadeia uma série de eventos que culminam em... talvez... lugar nenhum?
Um dos pontos fortes do filme reside na maneira como ele respeita e expande a lore estabelecida pela franquia. Ao explorar temas como evolução, progresso excessivo e até mesmo religião, O Reinado nos oferece uma reflexão perspicaz sobre a natureza humana. Mostra como os primatas evoluídos não são tão diferentes de nós, e ao mostrar os primatas como reflexos dos humanos, ele nos convida a refletir sobre nossas falhas através dos olhos de nossos semelhantes.
O visual do filme é verdadeiramente deslumbrante, transportando-nos para um mundo onde a natureza retomou o controle da civilização humana. Isso me lembrou das paisagens impressionantes vistas no seriado "The Last of Us", mas aqui elevadas a um novo patamar de beleza. O uso magistral de CGI dá vida aos personagens macacos de uma maneira que desafia a própria realidade, tornando-os tão convincentes que é fácil esquecer que não são animais reais.
No entanto, onde "O Reinado" verdadeiramente brilha é no vilão, interpretado com maestria por Kevin Durand. Sua representação do líder macaco que utiliza a religião para justificar suas próprias crueldades é hipnotizante, transformando-o em uma figura cativante. Entretanto, é preciso mencionar que o desfecho simplista pode ser bastante decepcionante dele.
No final das contas, Planeta dos Macacos: O Reinado parece querer transmitir uma mensagem sobre a importância de respeitar nossas origens e preservar a natureza que nos rodeia. É uma reflexão oportuna sobre os perigos do progresso descuidado e da exploração desmedida do planeta Terra. Embora possa ser interpretado como um "filler" na narrativa geral da franquia, ainda proporciona um entretenimento satisfatório para fãs e espectadores casuais.




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