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Jurassic World: Recomeço

  • Foto do escritor: Lucas Fernandez
    Lucas Fernandez
  • 3 de jul. de 2025
  • 3 min de leitura


Assisti Jurassic World: Recomeço e ainda tô tentando entender como conseguiram misturar tanta coisa boa, um pouco de coisa ruim e ainda assim fazer um filme que me deixou grudado na cadeira do início ao fim. Se você cresceu vendo os dinossauros de Jurassic Park destruindo cercas elétricas e perseguindo jeeps, esse filme é tipo um presente de aniversário com fita holográfica de nostalgia.


Logo nos primeiros minutos, o filme já te joga no laboratório com aquele clima sombrio, científico, meio Resident Evil, meio Jurassic Park I. Os cientistas tentando conter o Distortus-Rex (nome que, sinceramente, já me ganhou) é tenso demais. Um deles até tenta fugir, mas claro que o dinossauro pega ele — e não é só um susto, é aquela tensão mesmo, igual filme de monstro clássico. A trilha sonora ajuda muito e o CGI aqui já mostra a que veio. O Distortus-Rex é um dos designs mais insanos da franquia até agora. É como se tivessem misturado um Indominus com um pesadelo. Assustador e maravilhoso.


A sequência com o Mutadon(mistura de velociraptor com pterossauro ) também foi boa, mesmo que rápida. Eu achei que poderia ter tido um pouco mais de contexto, mas a tensão foi real. É aquele tipo de cena em que você segura a respiração mesmo sabendo que o personagem vai escapar por pouco. O jeito que ele aparece meio camuflado, meio saindo da sombra, me lembrou muito o primeiro Velociraptor no Parque dos Dinossauros. Clássico.


Agora… a cena do bote. Meu amigo, que cena! Eu jurava que a Eva ia aparecer ali (como vazaram em alguns rumores). O peso da presença, me lembrou muito as entradas do Godzilla nos filmes da Legendary. Curto, direto e com impacto. E o mais legal: a direção foi inteligente em não mostrar demais. Ele aparece, faz o que tem que fazer e sai. Dá um gosto de “quero mais” sem virar fan service forçado.


O CGI no geral tá de parabéns. Quando os titanossauros apareceram, foi uma das cenas mais bonitas visualmente. Eles juntos, em manada, com aquele pôr do sol ao fundo... parecia pintura. E o melhor: não ficou com cara de videogame, como em alguns momentos dos filmes anteriores. Aqui, os dinossauros realmente parecem estar ali. Você sente o peso, a textura da pele, até a poeira que levanta quando eles pisam no chão.


O roteiro... é onde o filme derrapa um pouco. Tem momentos muito bons, especialmente nos diálogos entre os novos personagens. Mas também tem algumas partes bem bobas, principalmente na motivação do vilão principal. Achei ele meio genérico, aquele típico “cientista que quer brincar de Deus”, mas sem muito carisma. Por outro lado, os protagonistas funcionam bem, principalmente a dupla principal que tem aquela química meio Ellie e Alan modernizada.


Mas no geral, Jurassic World: Recomeço consegue ser o melhor da trilogia World. Ele respeita o legado, entrega novos monstros incríveis, cenas de ação de tirar o fôlego, e ainda dá uma sensação de renascimento da franquia. Se esse for o caminho para os próximos filmes, pode mandar mais que eu assisto todos no cinema.


Ah, e não posso esquecer: a última cena... não vou dar spoiler, mas é simplesmente ÉPICA. Sai do cinema querendo gritar. O dinossauro final, que eu nem sabia que existia na vida real (sim, fui pesquisar depois), é tipo o boss final de um videogame. Surpreendente e visualmente insano.

 
 
 

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