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Mickey 17

  • Foto do escritor: Lucas Fernandez
    Lucas Fernandez
  • 5 de mar. de 2025
  • 3 min de leitura



Mickey 17 é aquele tipo de ficção científica que faz você sair do cinema pensando em tudo. E quando eu digo tudo, é tudo mesmo. Desde clonagem humana até a forma como tratamos aqueles que consideramos "descartáveis" na sociedade. O filme, dirigido pelo incrível Bong Joon-ho (o cara por trás de Parasita e O Expresso do Amanhã), pega um conceito já explorado em outras histórias, mas consegue dar um toque único, cheio de personalidade.


A história segue Mickey Barnes, interpretado por Robert Pattinson, um "consumível" – basicamente um cara que morre e renasce quantas vezes for necessário para garantir que a missão de colonização do planeta Niflheim continue. O problema é que, depois de algumas mortes, ele começa a questionar se essa rotina faz sentido e percebe que há algo muito mais sombrio por trás de tudo isso. E é aí que a coisa fica interessante.

O que mais me pegou foi a humanidade do Mickey. Mesmo sendo um clone substituível, ele é um personagem extremamente real e fácil de se conectar. O filme te joga nesse mundo gelado e inóspito, mas consegue te fazer sentir dentro dele rapidamente. É um daqueles universos sci-fi que parecem distantes, mas que, se a gente parar pra pensar, podem não estar tão longe assim.


E falando em humanidade, Mickey 17 levanta um questionamento muito pesado: até que ponto um ser humano pode ser tratado como um recurso? É um dilema ético que vai te fazer refletir. O filme me lembrou de como a tecnologia pode avançar, mas nossa moralidade e empatia podem não acompanhar esse ritmo.

Agora, nem tudo é perfeito. O filme tem um vilão que poderia ser mais ameaçador. Senti que faltou aquele impacto maior, aquela presença que deixa a gente tenso na cadeira. Não que isso estrague o filme, mas, considerando o potencial da história, dava para ter um antagonista mais marcante.


O visual é impecável – e não esperava menos de Bong Joon-ho. Os efeitos especiais são bem utilizados e nunca parecem exagerados. As transições de cena são muito bem feitas, e o uso de música também é algo que merece destaque. Tem momentos em que a trilha sonora faz você prender a respiração e outros em que ela explode, deixando tudo mais intenso. A construção do mundo é riquíssima em detalhes, e você percebe que tudo ali tem um significado, mesmo que não perceba de primeira.


E, cara, Robert Pattinson entrega tudo aqui. Ele carrega o filme de uma forma incrível e prova mais uma vez que é um ator muito versátil. O trabalho dele em um papel duplo é impressionante, e dá para ver o cuidado na atuação. Ah, e preciso dizer: algumas cenas realmente me lembraram Snowpiercer e Parasita. Bong Joon-ho gosta de trabalhar com essas ideias de classes sociais, mesmo quando isso não está tão explícito, e isso aparece aqui também.


No fim das contas, Mickey 17 é um sci-fi que tem tudo: ação, questionamentos filosóficos e um universo instigante. Pode não ser perfeito, mas é um filme que vai ficar na minha cabeça por um bom tempo. Se você gosta de ficção científica que faz pensar (e que ainda tem um ritmo divertido), vale muito a pena conferir. Eu saí satisfeito do cinema e com várias teorias rodando na mente. Se Bong Joon-ho quiser expandir esse universo, eu tô dentro!


 
 
 

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