Shazam 2 eletrocuta a audiencia
- Lucas Fernandez
- 20 de mar. de 2023
- 2 min de leitura

Apesar de The Batman, a DC não é mais sombria faz tempo, a gente sabe disso. que finalmente quebrou a aura pseudomadura que cercou o selo por duas décadas. O filme de David F. Sandberg foi talvez o primeiro grande sucesso familiar da DC desde Superman: O Retorno e marcou o início da volta a uma representação mais inocente e alegre do heroísmo que James Gunn e Peter Safran têm prometido para o novo universo cinematográfico da DC.
A sequência, Shazam! Fúria dos Deuses, segue o tom leve e divertido do seu antecessor, embora seja uma das mais desequilibradas do já em fase de aposentadoria DCEU. De forma irônica, o que falta em Fúria dos Deuses é justamente a fúria. Apesar de manter a comédia afiada do original, a forma como as principais ameaças são desenvolvidas é precária. Embora as vilãs sejam interpretadas por atrizes de presença, como Helen Mirren e Lucy Liu, elas são terrivelmente mal construídas tanto pelo texto excessivamente caricato quanto pela atuação truncada das veteranas, que claramente se sentiram desconfortáveis com seus figurinos pesados e diálogos rebuscados. A ação também deixa a desejar. As sequências de luta são genéricas e repetitivas, não empolgando o espectador.
Mesmo com heróis mágicos e criaturas fascinantes, como mantícoras, ciclopes e um dragão de madeira, o longa não consegue arranhar seu potencial criativo, preferindo cenas de porradaria de CGI genéricas e desinteressantes. A trama é igualmente óbvia e telegrafa cada uma de suas reviravoltas em seus primeiros minutos. Embora siga o ritmo ágil do primeiro filme, a produção se alonga desnecessariamente antes de chegar a um destino previsível, tornando-se um pouco tediosa. No entanto, para quem busca duas horas de diversão descompromissada, o filme pode valer a pena assistir.
Nota: 6/10




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