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Superman 2025

  • Foto do escritor: Lucas Fernandez
    Lucas Fernandez
  • 10 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura

James Gunn entendeu tudo


Fazia tempo que eu não saía de uma sala de cinema com o coração tão leve. Depois de anos vendo o Superman tratado como uma figura distante, quase fria ou angustiada demais, “Superman” (2025) chegou como um raio de esperança — e não falo só da esperança estampada no peito do herói. James Gunn entendeu. E isso, por si só, já vale o ingresso, o hype e cada minuto do filme.


Desde o primeiro frame, dá pra sentir que estamos diante de algo especial. O tom, a trilha, o olhar do Clark… tudo ali pulsa uma compreensão profunda do que o Superman representa. Ele não é só o homem mais forte da Terra, ele é o mais gentil. E Gunn entendeu que isso não o torna menos interessante... pelo contrário. Numa época em que o cinismo virou padrão, ver um herói que acredita nas pessoas, que tenta salvar até quem não merece, é quase revolucionário.


O Clark Kent de David Corenswet tem uma doçura que me ganhou imediatamente. Ele carrega aquele ar de estranhamento sutil... como alguém que vive entre dois mundos e ainda tenta se encaixar! mas sem nunca parecer desconectado. E quando veste o manto azul, ele se transforma sem perder a humanidade. Seu Superman inspira, emociona e, o mais importante: faz sentido.


James Gunn acerta justamente porque entende que o Superman não precisa ser desconstruído para funcionar. Ele não precisa ser sombrio, não precisa estar em crise o tempo todo. Ele pode ter dúvidas, sim, pode sofrer perdas, pode até hesitar — mas no fim do dia, ele escolhe fazer o certo. Sempre. E isso não é uma fraqueza. É a essência do personagem.


O roteiro costura com habilidade a dualidade do herói: o repórter atrapalhado de Metrópolis e o símbolo quase mítico que sobrevoa o mundo. A interação com os coadjuvantes, especialmente Lois Lane, também é um ponto alto. Há química, há respeito mútuo, há charme. Sem forçar piadinhas, sem criar um romance artificial. Tudo flui com naturalidade, como deve ser.


Visualmente, o filme é um espetáculo. A fotografia tem cores vibrantes, sem abrir mão da sofisticação. A direção de arte nos remete aos quadrinhos, mas com os pés no chão. E as cenas de ação? Bem coreografadas, tensas quando precisam ser, mas nunca excessivas. Gunn usa os poderes do Superman com inteligência: ele voa, ele ouve o mundo, ele reage com segundos de antecedência — e tudo isso parece crível dentro da lógica que o filme constrói.


Mas, mais do que a estética ou as cenas de ação, o que me tocou foi o coração desse filme. James Gunn conseguiu algo raro: fez um blockbuster que não tem vergonha de ser otimista. Que abraça o heroísmo com sinceridade. Que não tenta se justificar por querer ser bom. Num mundo tão saturado de narrativas cínicas e protagonistas quebrados, “Superman (2025)” é um lembrete de que ainda há espaço para acreditar.


Eu saí do cinema pensando: é isso. É disso que o Superman precisa. De alguém que não tenha medo de mostrar luz. Alguém que compreenda que o poder dele não está apenas na força, mas na compaixão. Na esperança. James Gunn fez o impossível parecer simples — ele entendeu o Superman.


E por isso, eu adorei esse filme.





 
 
 

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