Tempos de Barbarie - Critica
- Lucas Fernandez
- 16 de ago. de 2023
- 3 min de leitura

Texto por: Pedro Ludologia
Meus amigos, eu preciso compartilhar com vocês sobre essa obra cinematográfica que está dando o que falar. Estou falando de "Tempos de Barbárie - Ato I: Terapia da Vingança".
Pensa só, o cinema nacional sempre enfrentou barreiras, como a falta de incentivo e os desafios na distribuição. Mas agora, surge esse filme como um sopro de ar fresco, dirigido por ninguém menos que Marcos Bernstein e protagonizado por Cláudia Abreu, uma atriz de peso. Anota aí: ele chega às telonas em 17 de agosto, e você não vai querer ficar de fora dessa!
A história gira em torno de Carla, uma mãe e advogada interpretada com maestria por Cláudia Abreu. O filme começa com um evento traumático: um assalto que deixa a filha de Carla gravemente ferida. A partir desse ponto, somos jogados em um turbilhão de emoções que reflete as feridas profundas da sociedade atual.
A direção de Marcos Bernstein mergulha de cabeça no suspense, e aí que vem o lance: tem momentos de acerto e tropeços na narrativa. A trilha sonora guia a gente por caminhos sinuosos, enquanto a protagonista encara decisões complicadas e polêmicas. Agora, não vou negar que em alguns momentos a trama dá uma deslizada, com cenas que parecem meio fora da realidade.
A jornada de Carla, em busca de justiça e vingança, é uma representação clara das tensões e desafios que vivemos na sociedade de hoje. O filme traz uma visão crítica sobre a cultura de armas e como isso impacta nossa vida diária, jogando na nossa cara todas as complexidades das relações humanas em meio ao caos.
O roteiro, assinado por Marcos Bernstein, Victor Altherino e Paulo Dimantas, não tem medo de mergulhar no dilema entre justiça e vingança. A Carla, que está devastada pela injustiça sofrida por sua filha, acaba se envolvendo cada vez mais em um ciclo de ações com consequências imprevisíveis. O jeito não convencional que o filme aborda o tema da vingança dá uma profundidade a mais na história, questionando não só os culpados diretos, mas também aqueles que deixam a violência se espalhar.
O elenco de apoio, com nomes como Júlia Lemmertz, Kikito Junqueira e Alexandre Borges, traz uma atmosfera dramática e perturbadora que ajuda a dar vida à trama. Cada personagem contribui com camadas de complexidade, explorando os dilemas éticos e emocionais de suas ações.
A direção de Bernstein busca uma conexão profunda entre o público e a protagonista. A jornada emocional de Carla se entrelaça habilmente com os aspectos técnicos do filme, como a maquiagem e a trilha sonora, que se unem para amplificar o impacto emocional das cenas.
O filme marca o início de uma nova trilogia que promete explorar mais facetas da violência no Brasil. Apesar de ter um pequeno tropeço no ritmo no começo, a atuação marcante de Cláudia Abreu e a abordagem única do enredo fazem de Tempos de Barbárie - Ato I: Terapia da Vingança uma contribuição notável para o cinema nacional no gênero suspense.
A busca por justiça e vingança, temas centrais do filme, espelha a batalha constante da sociedade brasileira por segurança e igualdade. Ao mostrar como Carla lida com perdas profundas e traumas, o filme escancara as cicatrizes emocionais deixadas por um sistema que muitas vezes deixa a desejar na proteção dos cidadãos. A escolha de Carla de fazer justiça com as próprias mãos lança um olhar crítico sobre as falhas do sistema judiciário e a impunidade que muitas vezes prevalece.
Apesar disso, a abordagem do filme sobre violência e corrupção no Brasil poderia se aprofundar nas implicações éticas e morais de tais escolhas. A atmosfera sombria e a construção visual das cenas aumentam a tensão, enquanto as atuações envolventes dos protagonistas e coadjuvantes mantêm o público imerso na trama.
Entretanto, "Tempos de Barbárie - Ato I: Terapia da Vingança" não escapa de algumas falhas. A tentativa de equilibrar diversas técnicas de direção nem sempre alcança o sucesso, resultando em momentos de imaturidade cinematográfica. Além disso, o roteiro às vezes tropeça em clichês e personagens um tanto caricatos, prejudicando a profundidade da narrativa.
No fim das contas, o filme nos convida a analisar de maneira crítica as complexas questões de vingança, justiça e violência. Ao colocar Carla no centro de um dilema moral, o filme nos desafia a questionar até onde estamos dispostos a ir em busca de justiça quando o sistema falha. "Tempos de Barbárie - Ato I: Terapia da Vingança" é uma obra que, apesar de suas imperfeições, nos proporciona uma oportunidade valiosa de refletir sobre a natureza humana diante das adversidades mais sombrias."




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